INÊS FILIPE

1998

Inês entrou no Conservatório de Dança aos dez anos, achando que estava a realizar um sonho.
Porém, nem as aulas de ballet nem as de sapateado a fizeram sonhar como as de Expressão
Dramática. E assim, aos catorze, largou as pontas e decidiu que ia ser atriz.

Em 2016, entrou na Esmae onde trabalhou com Nuno Carinhas, António Durães, Nuno M.
Cardoso, Catarina Lacerda e José Eduardo Silva. Com aulas e ensaios de manhã à noite, fez
audição para o espetáculo Momentos of Young People e passados poucos meses estava a subir ao
palco do Teatro Rivoli, ao lado do Raimund Hoghe. Ao voltar de um semestre de Teatro Físico
na Real Escuela Superior de Arte Dramático de Madrid, aventurou-se na encenação, dirigindo
Imperador de Um País Desgraçado, a partir da peça de Francisco Gomes de Amorim, Fígados
de Tigre.

Com vontade de criar novas peças e de se aproximar do cinema, inscreveu-se na pós-graduação
em Dramaturgia e Argumento. Quis o acaso que no primeiro dia de aulas tenha sido convidada
pelo encenador Tiago Correia para fazer parte do elenco da peça Alma. Os obstáculos da
pandemia não foram suficientes para impedir nem a apresentação do espetáculo no Teatro Carlos
Alberto, nem a leitura encenada por Nuno M. Cardoso da peça escrita durante a pós-graduação,
O Calor do Lar.

No rescaldo do segundo confinamento, Inês escreveu e encenou um novo espetáculo a partir da
peça A Dama do Mar, de Henrik Ibsen. Enquanto estreava A morte da sereia no Auditório do
Grupo Musical de Miragaia, foi convidada para protagonizar Passeio pelo Saber, curta metragem
de Pedro Faísca, depois de já ter participado no filme de Gonçalo Mendes, Call me Real.

No início de 2022, participou na longa metragem The Worst Man in London, de Rodrigo Areias,
com estreia prevista para 2023, ao mesmo tempo que integrava a oficina de escrita para cena do
Teatro Nacional São João – Manual de Defesa para Dramaturgos Vivos. Foi ainda convidada
pela segunda vez para fazer assistência de encenação na companhia Seiva Trupe.

Continua ativa no trabalho de interpretação, tendo participado no workshop dirigido por Beatriz
Batarda De que nos serve a ilusão? e através de reposições regulares do espetáculo Alma.

CINEMA

2022 – The Worst Man in London, de Rodrigo Areias (pós-produção)
2022 – Passeio pelo Saber, de Pedro Faísca
2022 – Call me Real , de Gonçalo Mendes