INÊS FILIPE

1998

Inês começou a dançar aos três. Aos dez entrou no Conservatório de Dança, achando que estava a realizar um sonho. Porém, nem as aulas de ballet, dança contemporânea, e nem sequer as de sapateado a fizeram sonhar como as de Expressão Dramática. E assim, aos catorze, largou as pontas e decidiu que ia ser atriz.

Em 2016, entrou na Esmae onde aprendeu desde teatro físico a interpretação para câmara. Com aulas e ensaios de manhã à noite, decidiu arriscar fazer audição para o espetáculo Momentos of Young People e passados poucos meses estava a subir ao palco do Teatro Rivoli, ao lado do Raimund Hoghe.

Ao voltar de um semestre na Real Escuela Superior de Arte Dramático de Madrid, onde estudou esgrima e acrobacia, aventurou-se na encenação, dirigindo Imperador de Um País Desgraçado, a partir da peça de Francisco Gomes de Amorim, Fígados de Tigre. Acabou a licenciatura interpretando Wendla em O Despertar da Primavera, encenada por Nuno Carinhas.

Com vontade de criar novas peças e de se aproximar do cinema, inscreveu-se na pós-graduação em Dramaturgia e Argumento. Quis o acaso que no primeiro dia de aulas tenha recebido um telefonema do encenador Tiago Correia para fazer parte do elenco da peça Alma. Os obstáculos da pandemia não foram suficientes para impedir nem a apresentação do espetáculo no Teatro Carlos Alberto, nem a conclusão da peça O Calor do Lar, escrita entre sala de aula e ensaios.