EMÍLIA SILVESTRE

1960

Actriz e encenadora

Nascida no Porto, começou a exercer a actividade aos 14 anos no Teatro Experimental do Porto.

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, fez diversos cursos de Voz e Interpretação com nomes como os de M. Shelly e Lynn A., Roberto Merino, Polina Klimovetskaya, Julie-Wilson Dickson, Luis Madureira, Kuniaki Ida, entre outros.

É um dos elementos fundadores do ENSEMBLE – SOCIEDADE DE ACTORES, companhia portuense criada em 1996, na qual é co-directora artística. Dos espectáculos mais recentes da companhia em que participou destacam-se O Avarento e O Doente Imaginário de Molière, enc. de Rogério de Carvalho, Madalena a partir de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, enc. de Jorge Pinto, Meio Corpo de Jacinto Lucas Pires, enc. de Ricardo Pais, A Grande Vaga de Frio (com ORLANDO de Virgínia Woolf) de Luísa Costa Gomes, enc. Carlos Pimenta, Maria com direcção do coreógrafo Pedro Berdayes e Ter Razão com enc. de Ricardo Alves.

No Ensemble, encenou Cartas de Amor em Papel Azul, de Arnold Wesker e Embarques de Conor McPherson.

Em televisão participou em várias séries da RTP como O Motim, A Viúva do Enforcado, Clube Paraíso, Os Andrades, Ora Viva, Elsa uma Mulher Assim, Triângulo J, Liberdade 21, Teorias da Conspiração etc. e nas novelas Laços de Sangue, e Vidas Opostas da SIC, As Poderosas e A Única Mulher da TVI.

Em cinema participou nos filmes Terra Fria de António Campos, Offline de Guilherme Trindade prod. Academia RTP, Triplo A de Jacinto Lucas Pires, prod. Take it Easy. Em 2018, A Jaula de Rodrigo Areias, prod. Bando à Parte, Tiro e Queda de Ramón de los Santos, prod. Stopline e, já em 2019, na curta O Verde do Jardim de Diogo Costa Amarante, prod. O verde do jardim.

Ao longo dos anos tem dado Voz a variadíssimas personagens, tanto em dobragens como em locuções, tendo ainda desempenhado funções de direcção de actores. Participou na gravação de várias peças de teatro no âmbito do programa “Os sons menina...” uma co-produção TNSJ/Rádio Nova.

Professora da ESMAE na Licenciatura em Teatro entre 98/2000, integra há vários anos a equipa de formadores do Curso Profissional de Interpretação da Academia Contemporânea do Espetáculo-Famalicão. Actualmente é também professora na Universidade Lusófona, no 2º ano da Licenciatura em Artes Dramáticas-Formação de Actores, disciplina de Técnicas de Interpretação.

No Teatro Nacional de S. João é, desde 1996, presença assídua nos elencos dos espetáculos de Ricardo Pais e Nuno Carinhas. Em 2014 foi a Winnie de Ah, os Dias Felizes, de Samuel Beckett, enc. Nuno Carinhas, espetáculo distinguido com uma Menção Especial pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro. Destaque-se ainda as interpretações nos espectáculos Sombras, A Castro, Noite de Reis, UBU’s e Turismo Infinito, enc. de Ricardo Pais.

Em 2017 foi Lady Macbeth na encenação de Nuno Carinhas da peça Macbeth, de William Shakespeare.

Em 2001, no âmbito da Porto – Capital Europeia da Cultura, a Câmara Municipal atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural da Cidade – grau ouro.

Em 2007, a Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCTP) atribuiu-lhe o Prémio Menção Honrosa pelo conjunto da sua carreira realçando, em particular, o seu trabalho desse ano em Não eu de Samuel Beckett, O Cerejal de Anton Tchékov e Turismo Infinito de Fernando Pessoa.

CINEMA

2019 – O verde do Jardim, de Diogo Costa Amarante
2018 – Tiro & Queda, de Ramóns de los Santos
2018 – A Jaula, de Rodrigo Areias
2016 – Offline, de Guilherme Trindade
2015 – Triplo A, de Jacinto Lucas Pires

TELEVISÃO

2018 – Vidas Opostas (SIC)
2016 – A Única Mulher (TVI)
2015 – As Poderosas (TVI)
2011 – Liberdade 21 (RTP)
2010 – Laços de Sangue (SIC)