JOSÉ EDUARDO SILVA

JOSÉ EDUARDO SILVA (Guimarães, 1975) é actor, encenador, professor e investigador pós-doutorado em artes performativas e ciências sociais e humanas. É Licenciado em Estudos Teatrais pela ESMAE – IPP e Doutorado em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, com a tese “Entre o Teatro e a Psicologia: Processos e vivências da mudança psicológica em contexto teatral”. Nos últimos anos, o seu trabalho, tanto artístico como científico e académico, tem vindo progressivamente a integrar conhecimentos das diferentes áreas e a propor novas possibilidades epistemológicas. Refira se, a título de exemplo, o espectáculo, “(Des)Individuação: (Des)Concerto para Bernard Stiegler” (TeCA, Março de 2016), - editado em livro pela Apuro Edições (Porto). Iniciou a sua actividade como actor em 1994 na ODIT (Guimarães) sob a direcção de Moncho Rodriguez. Depois de uma permanência semi-profissional nesta companhia durante cerca de dois anos, iniciou estudos de teatro no Balleteatro EP. Em 1998 tornou-se bailarino residente do Balleteatro Companhia de dança contemporânea sob a direcção de Isabel Barros e João Paulo Seara-Cardoso; e em 1999 iniciou colaboração com o TNSJ - que tem mantido até aos dias de hoje. Em 2001 tornou-se actor residente do Núcleo de Teatro de Rua da Porto 2001/ACE, em 2005 trabalhou meio ano no Teatro Stabile Torino (ITA) sob direcção do mestre Giancarlo Cobelli e no fim desse ano integrou o que veio a ser a Companhia +- Residente do TNSJ, até á data da sua extinção em meados de 2011, sob as direcções de Ricardo Pais e posteriormente de Nuno Carinhas. De meados de 2011 até início de 2013 tornou-se actor residente do Teatro Oficina sob a direcção de Marcos Barbosa, no contexto da Capital Europeia da Cultura (Guimarães 2012). Para além dos autores e encenadores supracitados refira-se ainda, a título de exemplo, o seu trabalho com encenadores como Ana Luísa Guimarães, António Durães, Jorge Mota, José Carretas, Lautaro Vilo, Nuno Cardoso, Nuno M. Cardoso, Sanja Mitrovic ou Trevor Stuart; bem como com realizadores como Frederico Serra e Tiago Guedes, Saguenail, José Pedro Sousa, M.F da costa e Silva, Peter Greenaway ou Raquel Freire.

O seu trabalho mais recente tem vindo a incorporar uma dimensão autoral, de que é exemplo o espectáculo “Eis o Homem” (Mundo Razoável/TNSJ), onde partilhou a dramaturgia e a encenação com Marta Freitas e a interpretação com Adolfo Luxúria Canibal. Como encenador destaca os espetáculos “A minha rua também corre” (2004), criação colectiva que veio a dar origem à fundação do Teatro do Frio (2005) do qual é, até hoje, co-fundador e co-director; “Amor de Fedra” de Sarah Kane (TUM, 2005); “O Canto do Cisne” de Anton Tchékhov integrado no espectáculo “T3+1- três encenadores, um actor” que construiu em colaboração com Luís Araújo e Vitor Hugo Pontes (TNSJ, 2010 e “Project Lear” co-dirigido por Emílio Gomes, José Eduardo Silva e Marcos Barbosa, com a comunidade japonesa de Iwaki (Fukushima) sobreviventes do Tsunami de 2011 (Nomade~/EUJapanFest/Teatro Oficina, 2012).

Actualmente é investigador pós-doutorado, com bolsa atribuída pela FCT, no Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da FPCEUP, onde também é docente externo. Colabora com o Centro de Estudos Humanísticos e a Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho. Como investigador destaca, de entre as suas áreas de interesse, a pesquisa em torno das relações entre o teatro, a arte e o desenvolvimento humano - nas suas dimensões psicológicas, sociais e políticas. Tem vindo a colaborar com diversos artistas, académicos e revistas da especialidade como editor ou revisor e o seu trabalho de investigação tem vindo a ser disseminado em livros, artigos e conferências nacionais e internacionais.

 

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