Porto Trailer from Agente a Norte on Vimeo.

Entrevista a Paulo Calatré acerca do filme Porto

Com estreia marcada para 19 de outubro no cinema Trindade no Porto, o filme Porto, uma coprodução internacional com a produtora de Rodrigo Areias, Bando à Parte, mostra-nos a cidade pelo olhar de Gabe Klinger, realizador norte-americano e autor de Double Play: James Benning and Richard Linklater, documentário que venceu um prémio no Festival de Veneza.

O filme tem como protagonistas Anton Yelchin, ator americano que faleceu tragicamente no ano passado, e a atriz francesa Lucie Lucas, e conta com a participação de Paulo Calatré no elenco principal.
A Agente a Norte foi saber mais sobre a experiência do ator.

Como foi a experiência de gravar no Porto, a tua cidade? Achas que o filme servirá como um cartão de visita ao Porto?

Ter a oportunidade de fazer cinema na minha cidade é sempre uma experiência única, não só porque isso significa que é uma cidade que começa a despertar interesse para ser filmada, e que devia ter mais produção cinematográfica e televisiva. Ainda está muito pouco explorada nesse aspeto e porque é uma cidade cheia de personalidade e cheia de óptimos actores, realizadores e gente formada para ter aqui um núcleo de produção na área do audiovisual. Depois, porque de facto o cinema tem essa coisa magnífica de mostrar a cidade ao mundo, apesar de, neste momento, o Porto estar cheio de turistas e ser um destino turístico muito divulgado pelo mundo, o cinema e, neste caso, o filme do Gabe mostra um Porto diferente, um Porto mais genuíno, mais verdadeiro, o Porto que eu recordo e que, às vezes, tenho saudades.

Como foi trabalhar com Gabe Klinger, um realizador premiado?

Quando fiz o casting confesso que não conhecia o trabalho do Gabe, mas, desde a primeira conversa que tivemos, logo depois de saber que tinha ficado com o papel, foi de uma grande cumplicidade. O Gabe foi muito claro no que queria do meu trabalho e mostrou-se sempre muito aberto a propostas e a pôr-me à vontade no set. Nos ensaios aceitou as minhas propostas e isso é muito bom.
Quando começámos a filmar estava um pouco nervoso, porque ia gravar com a Lucie Lucas, atriz francesa muito experiente, e com o Anton Yelchin, ator que fez diversos filmes em Hollywood e com um trabalho extraordinário, mas a humildade e o companheirismo que encontrei ajudou-me imenso. Poder ter a oportunidade de fazer parte de um projeto filmado na minha cidade, com um realizador premiado e com atores e uma equipa extraordinária é o sonho de qualquer ator e, no meu caso, esse é um dos sonhos que já realizei.

O que te reserva o futuro?

Quanto ao futuro, tenho alguns projetos de cinema que estão quase a estrear nos cinemas, espero poder ter a oportunidade de fazer mais cinema e mais televisão.
Tive este ano muito boas experiências, como é o caso da telenovela Amor Maior e a série Madre Paula, e espero fazer mais. Neste momento, estou em ensaios de uma peça de teatro no Teatro Nacional São João, A Promessa, de Bernardo Santareno, com encenação de João Cardoso, e vou repor, em dezembro, no Teatro Nacional D. Maria II MacBeth, de William Shakespere, e encenação de Nuno Carinhas, uma produção do Teatro Nacional São João. Espero ver-vos no Teatro. 

 

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